Conheça Izabella Suzart, da marca A-Aurora, que conquistou de Zezé Motta à estilista pessoal da Beyoncé

A designer carioca conta sobre como pesquisas sobre autoestima e a diáspora se transformam em acessórios da marca A-Aurora
Por Lívia Breves — Rio de Janeiro

Izabella Suzart, da marca A-Aurora, Foto: Leo Martins

A designer Izabella Suzart, de 29 anos, elabora cada peça da marca A-Aurora como uma obra de arte. Do projeto cheio de conceito, passando pela produção minuciosa e artesanal e finalizando no espaço expositivo, um showroom em Botafogo com cara de galeria de arte. Os saltos são de madeira lapidada, os trançados, de couro, e as amarrações, manuais. “Trabalho com a extravagância da forma geométrica, que pode até parecer bruta, mas tem uma leveza”, descreve.

Sandália da A-Aurora — Foto: Reprodução
Sandália da A-Aurora — Foto: Reprodução

Os nomes das coleções têm a ver com suas experiências, identidade, tradições e família. A primeira foi a Margem, seguiu com Paraíso Terreno e, agora, lança Revisitar. “Margem fala muito desse lugar de território. Nasci e cresci em Madureira, na Zona Norte do Rio, vendo meu avô alfaiate e a minha avó costureira trabalhando. Quis falar dessa potência criativa da margem. Em Revisitar, volto para dentro, para a minha família, minha herança. Tanto que convidei a minha mãe para ser modelo da coleção, além de batizar um sapato. Todos os modelos têm nome de mulher”, conta Izabella. “A A-Aurora surgiu dessa busca de autoestima, com inspirações nas mulheres negras. Tenho uma pesquisa grande sobre a diáspora. Quero honrar a nossa história.”

A modelo do editorial da nova coleção é a mãe de Izabella: 'inspiração' — Foto: Divulgação
A modelo do editorial da nova coleção é a mãe de Izabella: ‘inspiração’ — Foto: Divulgação

O mineiro Ronaldo Fraga foi um dos primeiros a apostar nas peças da marca, que eram vendidas em sua loja, Grande Hotel, em Belo Horizonte. “Há poucas grifes de sapatos autorais no Brasil. E ela faz peças extremamente delicadas, acho lindo. Izabella cria sapatos como se estivesse fazendo roupa. O produto ainda tem uma conexão direta com a criadora, destacando sua visão de mundo e estilo”, destaca ele.

Sandália da nova coleção da A-Aurora — Foto: Divulgação
Sandália da nova coleção da A-Aurora — Foto: Divulgação

Depois de ficar exclusivamente criando sapatos, Izabella agora faz também bolsas (A Léa, inspirada em sacos de pão, nasceu hit) e lenços estampados. Seus materiais preferidos são couro (incluindo o de peixe), cordas e madeira. “Muitas peças não saem de coleção, apenas adapto. Dou novas cores, mudo alguns detalhes”, conta ela, que tem como clientes personalidades como Djamila Ribeiro, Zezé Motta, Marieta Severo e a americana Zerina Akers (estilista pessoal de Beyoncé). “Não foi fácil ser validada em muitos espaços que estive. Em um Brasil ainda muito colonial é difícil ser mulher preta”, finaliza Izabella.

Objetos Balenciaga

by Anna Barr

A linha Balenciaga Objects lançará dezenas de novos produtos, desde utensílios domésticos, petwear e perfumes, desde itens do dia a dia até colecionáveis ​​de edição limitada e móveis sob medida.Esses e outros produtos para presentear aparecem em uma campanha chamada Balenciaga Gift Shop.

A arte do Balenciaga Hotel & Resorts é apresentada em um bule, um prato, uma tigela e outros pratos feitos em colaboração com Ginori 1735, bem como um tapete de banho, uma toalha e um capacho. Taças de vinho e champanhe com aro dourado ou prateado, conjuntos de porta-copos e um Energy Krug de cerâmica são marcados com designs personalizados. Um copo isolado e uma lancheira são feitos de aço inoxidável, assim como uma tigela para cães com pontas. Uma coleira para cães se assemelha a uma fita métrica de dupla face, enquanto um arnês para cães e um colar para cães vêm com uma etiqueta personalizada. Uma cama de cachorro de pelúcia em forma de coração é completa com um cobertor de cachorro combinando.

Um banco, criado a partir de materiais reciclados pelo artista Tejo Remy, é feito sob encomenda e está disponível em três tamanhos. Uma série de produtos de assinatura Balenciaga iconizados em materiais finos incluem o tênis Triple S como uma escultura banhada a ouro, o Knife Pump como um vaso de cristal, o Barbes Tote como um grande vaso de cerâmica e um Cap, Le Cagole Boot e Dynasty Óculos de sol como ornamentos de vidro pintados à mão.

A nova fragrância da Balenciaga está em Sabonete com estojo de viagem, em Etiqueta Perfumada de cerâmica para o armário e cones para usar no Incenso Coelho. O Drink Candleholder, semelhante a uma lata de bebida, está disponível em quatro designs exclusivos. Outros objetos incluem um tapete de ginástica, um travesseiro de malha feito de camisetas recicladas e fita Balenciaga.

Após o lançamento da nova Objects, a partir de 21 de novembro, lojas selecionadas da Balenciaga oferecerão um serviço personalizado de embrulho de presentes com fitas de prata personalizadas que combinam com embalagens peroladas especiais. Em janelas selecionadas, as árvores perenes são simuladas usando tecidos obsoletos e reciclados.

A campanha Balenciaga Gift Shop é fotografada por Gabriele Galimberti, um fotógrafo documental cujos projetos muitas vezes resultam em retratos expansivos das excentricidades do cotidiano. Nele, dezenas de produtos Balenciaga são encenados em torno de crianças vestidas com a linha Balenciaga Kids. A campanha repete a série Toy Stories do artista, uma exploração do que as pessoas colecionam e recebem como presentes.

Dê uma olhada abaixo:

Samsung x Maison Margiela: o Galaxy Z Flip4 Maison Margiela Edition

Samsung e Maison Margiela anunciam sua primeira colaboração, unindo-se para criar o subversivo Galaxy Z Flip4 Maison Margiela Edition.
by Adriano B.

No espírito da inconformidade, a Samsung e a Maison Margiela se uniram para reimaginar o design do mais novo membro da família Galaxy. Combinando tecnologia de ponta com Alta Costura, esta edição limitada do Galaxy Z Flip4 foi criada para quem quer celebrar sua individualidade.

Elementos da filosofia de design icônico da Maison Margiela foram cuidadosamente estendidos a muitos aspectos do Galaxy Z Flip4 Maison Margiela Edition – do próprio telefone ao seu UX, capas e embalagens.

– Galaxy Z Flip4: a assinatura da Maison Margiela em cor branca sólida com acabamento fosco foi “entrelaçada” no smartphone com uma gota de cinza para criar o tom ideal de branco. O telefone também adota a técnica de decoração da Maison Margiela, que retira as camadas externas de um objeto para expor seu núcleo, apresentando linhas finas e translúcidas que representam os circuitos internos do telefone.

– UX: Um design UX completamente novo, incluindo imagens de papel de parede e ícones, foram feitos sob medida para esta edição especial. A arte do pincel foi projetada com uma técnica avançada de modelagem 3D para capturar a textura de uma pincelada áspera. O telefone invertido também captura o movimento de varredura de um raio-X para criar uma aparência transparente.

– Acessórios: A edição especial vem com duas capas icônicas para celular. Primeiro, uma capa de couro única que reflete a icônica técnica do bianchetto da casa, que reduz um objeto à beleza simples de uma tela branca, e seu emblema de quatro pontos, que significa anonimato. A caixa é pintada para criar uma textura única que funciona como uma tela que pode mudar com o tempo.
A segunda capa é um giro no emblemático anel de codificação numérica da Maison Margiela, evocando o DNA da casa.

A caixa é uma obra de arte em si, brincando com a ideia revisitada de inversão da casa, expondo a superfície áspera do material interno da polpa para fornecer um design de embalagem nunca antes visto.

Um número limitado do Samsung Galaxy Z Flip4 Maison Margiela Edition estará disponível em mercados selecionados, incluindo China (Hong Kong), França e Coreia a partir de 1º de dezembro de 2022.

Conheça a Katsukazan, marca de bolsas de vinil que caiu no gosto dos modernos

Criada pelos designers Priscila Sabino e Guilherme Akio, a ideia é ter formas limpas e cores vibrantes
Por Lívia Breves

Os designers Priscila Sabino e Guilherme Akio, da Katsukazan – Foto: Divulgação

Uma bolsa fininha, de lona vinílica, dobrável, com cores variadas e uma etiqueta estampando um nome difícil de pronunciar tinha tudo para passar despercebida. Mas não. Entre fashionistas e moderninhos, o boom foi tanto que não há quem não saiba soletrar Katsukazan (que, em japonês, significa vulcão ativo) e não esteja formando uma coleção com as peças da marca curitibana.

O modelo pastel de vendo é o hit da Katsukazan — Foto: Divulgação
O modelo pastel de vendo é o hit da Katsukazan — Foto: Divulgação

Criada em 2017 pelos designers Priscila Sabino, de 27 anos, e Guilherme Akio, de 30, ela é fruto da mente inventiva dos primos que começaram testando, usando a máquina de costura emprestada da avó. “A primeira criação foi a bolsa Pastel de Vento, de costura bem simples. Não sabíamos muito e fomos fazendo experiências. O item tem um design bem limpo. Ainda hoje é o nosso carro-chefe de vendas”, conta Guilherme. “Já estamos na terceira evolução desse modelo.”

A mochila é o último modelo lançado — Foto: Divulgação
A mochila é o último modelo lançado — Foto: Divulgação

Outro trunfo são as cores: há muitas opções em tons vibrantes. “Escolhemos a lona vinílica para trabalhar porque tem muitas opções alegres, o material tem brilho. Ainda por cima, é resistente e impermeável”, aponta Priscila.

O modelo Rolinho Primavera — Foto: Divulgação
O modelo Rolinho Primavera — Foto: Divulgação

“O que mais me chama a atenção na marca é a união entre a ancestralidade e o contemporâneo. Acho também inovador a forma como eles misturam os materiais com o design e a funcionalidade dos acessórios. São peças que dá para usar em um festival e também em um evento mais formal”, destaca o stylist Caio Sobral.

Depois do modelo de estreia, vieram outros para completar o cardápio: nori, rolinho e dadinho. O último lançamento é a mochila. Mas Priscila e Guilherme agora começam a se jogar nas roupas. Por enquanto, são meias, bonés, cintos e t-shirts. “Vamos crescer essa parte. E ainda pensamos em mais. Quem sabe até mobiliário”, adianta a designer.

Marcas apostam na “anti-inovação”, com produtos à moda antiga, naturais e duráveis

Exemplos de duas grifes de decoração em Nova York questionam a máquina da indústria de tendências e o consumo exagerado, descartável

Tapetes artesanais da grife Cicil. Foto: Divulgação

Em um mundo onde a tecnologia evolui a cada segundo, marcas começam a nadar contra a correnteza das tendências ao propor andarmos alguns passos de volta. Produtos feitos de forma artesanal conquistam paladares e espaços na decoração de casas e no guarda-roupas dos consumidores, com o apelo de um consumo consciente de materiais e uma durabilidade maior, com respeito à mão de obra envolvida no trabalho.

Nos Estados Unidos, duas marcas novaiorquinas trazem essa ideia, cada uma a seu modo. Enquanto a startup Cicil resgatou o método tradicional de trabalhar tapetes de lã no tear, a The Citizenry (“A Cidadania”) reúne artesanato de diversas partes do mundo.

“A fabricação padrão é projetada para ser rápida, barata e uniforme”, afirma Carly Nance, cofundadora. “A esmagadora maioria da produção têxtil não considera fatores além disso, e está claro que essa receita teve um preço maior.” Na Citizenry, a varejista trabalha com fornecedores que incluem mulheres do Afeganistão que precisavam encontrar novas rotas para vender tapetes feitos à mão depois que o Talibã assumiu o controle do país.

A loja paga aos artesãos, em média, duas a três vezes mais do que os padrões do comércio, informa reportagem da revista Fast Company. É um tipo de negócio que aposta na consciência dos consumidores, que terão que parar de pensar em tapetes como baratos e descartáveis.

“Comércio justo tem um preço diferente e os consumidores estão começando a apreciar isso. Há um interesse renovado em peças que são feitas para serem repassadas por gerações.”

Tapetes comercializados pela The Citizenry. — Foto: Divulgação
Tapetes comercializados pela The Citizenry. — Foto: Divulgação

A durabilidade é também um ponto importante no conceito da Cicil, que encontrou matéria-prima em um tipo de lã que estava sendo jogado fora. Tendo o material, e não a tendência, como ponto de partida, as sócias viram o negócio tomar forma.

Os fornecedores da Cicil são uma cooperativa que trabalha com pequenos produtores de lã no norte de Nova York, que tinham um material considerado grosso demais para peças como suéteres. “Não tem um mercado muito bem estabelecido”, diz Laura Tripp, que assim como a parceira Caroline Cockerham, passou uma década trabalhando para grandes marcas de moda.

“Por ser produzida em pequenos lotes por pequenos agricultores, eles não têm onde vender essa lã, que acaba sendo jogada fora ou até queimada. Conseguimos desbloquear uma cadeia de fornecedores que reúne esse material e transformá-lo em algo de alto valor.”

A empresa fabrica tapetes em que a lã não é tingida; para fazer tons de cinza, as designers misturam lã preta e marrom. Uma fábrica têxtil de terceira geração no estado da Carolina do Norte, com algumas das últimas máquinas para trançar lã nos Estados Unidos, processa os fios, que depois são entrelaçados de maneira tradicional.

Maquinário utilizado por prestadores de serviço da grife Cicil, que fabrica tapetes artesanais. — Foto: Divulgação

“Estamos tentando simplificar as coisas o máximo possível e fazer a pergunta: por que precisamos mudar isso?”, afirma Tripp. A Cicil consegue manter seus preços competitivos, segundo a Fast Company (Um tapete circular de 1,80 m custa R$ 4.363), mas, como a The Citizenry, elas querem que os consumidores valorizem “o número literal de mãos que tocaram este produto, do campo à fábrica para levá-lo ao cliente”.

Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos

Ambientes reduzidos precisam de soluções inteligentes. Por esta razão, selecionamos objetos e móveis que se adaptam a locais enxutos e repaginam o visual de diferentes cômodos
Por Camila Santos (@cami_asantos)

1 – Coleção Kyoto – Iludi Design

Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Divulgação
Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Divulgação

Nesta linha, o estúdio transforma alumínio e madeira em potes de três tamanhos. Os itens homenageiam a cerâmica Asahiyaki, da cidade japonesa de Kyoto, com linhas minimalistas. Nas áreas residenciais, a coleção permite variadas formas de usos, podendo armazenar alimentos, inclusive.

2 – Banco Francisco – MoBu Atelier

Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Gabriel Bueno
Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Gabriel Bueno

Conforme a descrição da marca, “dentre os princípios franciscanos, o mais importante é a simplicidade”. Com base nessa característica, surgiu o banco com assento em madeira, sustentado por uma estrutura de aço e preso por duas tiras de couro. Sua função empilhável (em até seis unidades) expõe essa intenção agregadora da peça, que também pode ser utilizada como mesa lateral.

3 – Luminária Twist – Mel Kawahara

Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Divulgação
Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Divulgação

Com 31 centímetros de altura, a luminária apresenta cúpula em filme de polipropileno e peças com pintura eletrostática na cor branca. Intrigante, a peça destaca o estilo de trabalho da profissional, que utiliza dobraduras de papel para dar forma a objetos de iluminação. utilizando volume e tridimensionalidade para gerar efeitos diferenciados.

4 – Mancebo Calder – Manu Reyes

Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Divulgação
Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Divulgação

Inspirado nos móbiles do artista estadunidense Alexander Calder (1898 – 1976), o item, que conta com madeira e estrutura metálica, tem aspecto escultural. Multifuncional, o mancebo pode abrigar chaves, casacos ou bolsas. Além disso, a cortiça presente na composição serve para deixar recados.

5 – Centro de mesa Lunar – Ingrid Peixoto

Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Dentro Fotografia
Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Dentro Fotografia

Feito de pedra-sabão, MDF laminado, latão e vidro, o objeto modifica-se conforme as necessidades e preferências do morador. “Basta inverter uma das partes e terá um centro de mesa alongado”, explica a designer. Ademais, ele também pode ser usado em formato circular.

6 – Tapete Sahand Shield – By Kamy

Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Emerson Alves
Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Emerson Alves

Com nome que faz referência ao monte localizado na província iraniana do Azerbaijão, a coleção Sahand de apresenta desenhos geométricos criados em alto relevo. Com toque macio, as peças estão disponíveis em quatro dimensões variadas, que vão de 0,40 x 0,40 m a 2,00 x 1,50 m.

7 – Mesa de apoio Buti – Jader Almeida

Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Divulgação
Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Divulgação

Longe de ser coadjuvante nos ambientes, a mesa de apoio desenhada por Jader Almeida ajuda a inserir estilo ao décor. Com estrutura em madeira maciça natural ou tingida, a peça Buti possui versão de tampo com centro de mármore embutido.

8 – Carrinho N1, da coleção Vienna – Onom Design

Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Divulgação
Apartamentos pequenos: 8 peças para repaginar a decoração de espaços compactos — Foto: Divulgação

Evans Hankey, chefe de design industrial da Apple, sairá três anos depois de Ive

By Mark Gurman

A vice-presidente sênior de design industrial, Evans Hankey, e o vice-presidente de design de interface humana, Alan Dye

  • Evans Hankey atuou como vice-presidente sênior de design industrial
  • Grande saída abre buraco no topo da equipe de design da Apple

O chefe de design de hardware da Apple Inc. , Evans Hankey, está deixando a fabricante do iPhone três anos depois de assumir o cargo, criando um buraco significativo no topo de uma empresa famosa por seus produtos de aparência elegante, de acordo com pessoas com conhecimento do mercado. matéria. 

Hankey foi nomeado para o cargo em 2019 para substituir Jony Ive, chefe de design icônico da empresa por duas décadas. Antes de assumir seu cargo atual como vice-presidente de design industrial, Hankey passou vários anos na Apple, reportando-se a Ive. Desde então, ela se reporta ao diretor de operações Jeff Williams. 

Novos produtos da Apple à venda na loja da Quinta Avenida
O design de produto da Apple tem sido um ponto de venda chave para a empresa.Fotógrafo: Jeenah Moon/Bloomberg

A saída foi anunciada dentro da gigante de tecnologia com sede em Cupertino, Califórnia, esta semana, com Hankey dizendo aos colegas que ela permanecerá na Apple pelos próximos seis meses. Hankey supervisiona várias dezenas de designers industriais, e a empresa não nomeou um substituto.

Sua saída pendente marca a primeira vez que a Apple ficará sem um chefe de design de fato desde que o cofundador Steve Jobs retomou o controle da empresa no final dos anos 1990 e nomeou Ive para o cargo. Richard Howarth, designer-chave nas equipes de Ive e Hankey, ocupou brevemente o cargo de chefe de design industrial, reportando-se a Ive, entre 2015 e 2017.

A Apple confirmou na sexta-feira que Hankey está deixando o cargo.

“A equipe de design da Apple reúne criativos especialistas de todo o mundo e de muitas disciplinas para imaginar produtos que são inegavelmente Apple”, disse um porta-voz em comunicado. “A equipe de design sênior tem líderes fortes com décadas de experiência. Evans planeja permanecer enquanto trabalhamos na transição, e gostaríamos de agradecê-la por sua liderança e contribuições.”

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Tim Cook, à esquerda, com Ive em 2019. Fotógrafo: Brittany Hosea-Small/AFP/Getty Images

A elegância dos produtos da Apple – incluindo a ideia revolucionária de um telefone que era apenas uma tela – ajudou a impulsionar o retorno da empresa sob Jobs. E continuou a ser um diferencial importante sob o CEO Tim Cook, ajudando a afastar rivais como Samsung Electronics Co. e Amazon.com Inc. , e transformando a Apple na empresa mais valiosa do mundo. A empresa está a caminho de se aproximar de US$ 400 bilhões em vendas este ano, segundo estimativas de analistas, um novo recorde.

A Apple resistiu à crise tecnológica deste ano melhor do que a maioria. Suas ações caíram quase 17% em 2022, em comparação com uma queda de 31% para o Nasdaq Composite Index. A Apple subiu 2,7%, para US$ 147,27 na sexta-feira.

O vazio deixado por Hankey pode afetar os futuros planos de design da Apple e levanta novas questões sobre como seus produtos evoluirão na era pós-Ive. Não está claro se Hankey está indo para uma empresa diferente. 

Ive lançou uma grande sombra sobre a Apple, mesmo após sua saída em 2019. O executivo nascido na Grã-Bretanha partiu para iniciar sua própria empresa de design chamada LoveFrom, e a Apple se tornou um dos principais clientes. Mas esse arranjo terminou este ano . 

A Apple está trabalhando em novos dispositivos importantes, incluindo um fone de ouvido de realidade mista para o próximo ano e óculos de realidade aumentada que serão lançados posteriormente. Há também a possibilidade de um carro elétrico em algum momento desta década.

Alan Dye, chefe de design de software e interfaces de usuário da Apple, não vai a lugar nenhum e ainda se reporta a Williams, disseram as pessoas, que pediram para não serem identificadas porque o assunto é privado. Dye também foi promovido em 2019 após a saída de Ive . Gary Butcher, ex-designer da divisão Dye e atualmente vice-presidente de design da Airbnb Inc. , está voltando para a Apple, acrescentaram.

Atualizações com compartilhamento

A loja de cadeiras em Seul cria uma “experiência sentada” personalizada para ajudar os compradores a encontrar o ajuste perfeito

Betwin Space conclui conclui a flagship store SIDIZ em Seul

showroom da ‘experiência sentada’ | todas as imagens cortesia de Betwin Space

Em Seul, Coréia, Betwin Space cria a flagship store SIDIZ como uma “experiência sentada” personalizada para ajudar os compradores a encontrar a cadeira perfeita. Por toda parte, o espaço incorpora as sensibilidades de design refinado da marca, artesanato de alta tecnologia e filosofia racionalista, conforme expresso na paleta de cores suaves, materialidade contemporânea e layout espacial centralizado, incentivando os visitantes a se envolverem com os produtos. O showroom espaçoso da ‘experiência sentada’ exibe as cadeiras ergonômicas da SIDIZ em um arranjo formulado, acompanhadas por mesas sob medida, luminárias elegantes e telas digitais para busca de informações específicas do produto, que juntas permitem que os compradores desacelerem e se concentrem puramente no ato de sentar . Este arranjo enfatiza uma experiência de qualidade dos assentos, ajudando os compradores a selecionar cuidadosamente um design que melhor se adapte ao seu tipo de corpo e gosto.

UMA ZONA DE ‘EXPERIÊNCIA SENTADA’ AJUDA OS CLIENTES A ENCONTRAR CONFORTO

A SIDIZ é uma marca líder que fabrica e vende principalmente cadeiras ergonômicas de alta qualidade. Com foco principal em encapsular sua experiência de marca e essência funcional em um design espacial, o grupo de design coreanoO Betwin Space integra um showroom de ‘experiência sentada’ definido por um design elegante e contemporâneo que eleva o ato familiar e diário de simplesmente sentar em uma cadeira. À medida que os visitantes entram no espaçoso salão centralizado, eles se deparam com fileiras de 12 cadeiras perfeitamente alinhadas em uma formação semelhante a uma grade. Acompanhados por mesas de movimento sob medida e lâmpadas que evocam memórias de estar em uma estação de trabalho, as telas incentivam os usuários a simplesmente se concentrarem em se sentirem confortáveis ​​​​nos assentos e se envolverem com os produtos. As mesas foram criadas pela Betwin Space com um tom suave e forma discreta que acentua as cadeiras como protagonistas da configuração do display. Emanando um brilho quente, luzes de metal são montadas em cima das mesas, enquanto luzes de acrílico transparentes pendem do teto para destacar as cadeiras e iluminar o showroom.

loja de cadeiras em seul by betwin space cria uma "experiência sentada" personalizada para ajudar os compradores a encontrar o ajuste perfeitoiluminação tubular e materiais modernos criam um espaço de museu

Animando o interior minimalista, vários elementos visuais se envolvem em um jogo sofisticado de dimensões lineares. Luminárias expostas no teto, cortinas prateadas nas paredes, padrões geométricos no carpete e assentos posicionados voltados para a frente, juntos atraem os olhos dos visitantes naturalmente para a parede de mídia focal na borda do espaço. A grande tela digital retrata elegantes exibições visuais e música de fundo para enriquecer os atos mundanos de fazer compras e sentar e criar uma experiência memorável para os compradores. 

loja de cadeiras em seul by betwin space cria uma "experiência sentada" personalizada para ajudar os compradores a encontrar o ajuste perfeitoelementos lineares chamam a atenção para uma parede de mídia imersiva que coroa o espaço

INCORPORANDO OS VALORES DA MARCA ATRAVÉS DO DESIGN ESPACIAL

“Focamos em proporcionar uma experiência memorável e pessoal além da simples experiência de comprar um produto”, explica a equipe do Betwin Space.Com o objetivo de ajudar os clientes a encontrar o ajuste perfeito, a ideologia de design da flagship store da SIDIZ busca priorizar a consideração do conforto na compra de uma cadeira. Assim, a equipe enfatiza o design ergonômico de alta tecnologia da SIDIZ e cria uma experiência de compra personalizada. Os visitantes são incentivados a sentar nos assentos, encontrar o ajuste perfeito e se imaginar em uma rotina diária familiar usando os produtos. Além disso, ao longo de cada mesa de movimento, um tablet de pesquisa de informações específicas do produto ajuda o usuário a explorar seus próprios requisitos e ver como eles se alinham com os recursos do produto. O recurso descreve diretrizes sobre postura correta, funções específicas do produto, opções detalhadas de ajuste e dicas de estilo, e também permite que as cadeiras sejam compradas diretamente em um processo único.

loja de cadeiras em seul by betwin space cria uma "experiência sentada" personalizada para ajudar os compradores a encontrar o ajuste perfeitoAs mesas de movimento sob medida foram projetadas pela Between Space para complementar e elevar as cadeiras

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um layout espacial centralizado incentiva os compradores a encontrar o ajuste perfeito da cadeira

loja de cadeiras em seul by betwin space cria uma "experiência sentada" personalizada para ajudar os compradores a encontrar o ajuste perfeitograndes cortinas prateadas adicionam dimensão linear ao espaço

loja de cadeiras em seul by betwin space cria uma "experiência sentada" personalizada para ajudar os compradores a encontrar o ajuste perfeitoa configuração semelhante a uma estação de trabalho incentiva os compradores a desacelerar e se concentrar na qualidade dos produtos

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loja de cadeiras em seul by betwin space cria uma "experiência sentada" personalizada para ajudar os compradores a encontrar o ajuste perfeitoBetween Space conclui a flagship store contemporânea da SIDIZ em Seul, Coréia

A loja de cadeiras em Seul cria uma "experiência sentada" personalizada para ajudar os compradores a encontrar o ajuste perfeito
A loja de cadeiras em Seul cria uma "experiência sentada" personalizada para ajudar os compradores a encontrar o ajuste perfeito

informações do projeto:

nome: SIDIZ Flagship Store
designer: Betwin Space
localização: Seul, Coréia

edited by: ravail khan | designboom

Betwin Space

Irmãos Campana: único projeto residencial deles é morada da empresária Solange Ricoy

Localizado em São Paulo, o local é uma síntese das três paixões dela: o Brasil, os livros e o design autoral
Por Eduardo Simões

A empresária argentina Solange Ricoy, na chaise Rio, de Niemeyer, e um banco dos Campana, da linha Sushi  — Foto: Deco Cury
A empresária argentina Solange Ricoy, na chaise Rio, de Niemeyer, e um banco dos Campana, da linha Sushi — Foto: Deco Cury

Do térreo ao terceiro e último andar, quem visita a casa da empresária argentina Solange Ricoy, no Jardim América, em São Paulo, faz um breve passeio pela literatura mundial, por meio dos livros dispostos na biblioteca forrada de couro natural, que ladeia os dois lances de escada, à direita, com a função adicional de um guarda-corpo bem letrado. Nas prateleiras, há títulos latino-americanos, como livros de Octávio Paz e Jorge Luis Borges, autores tematizados em seu trabalho de conclusão do curso de literatura na Universidade Nacional de Buenos Aires; brasileiros, como Jorge Amado e Clarice Lispector; e italianos, de clássicos de Italo Calvino a Elena Ferrante, fenômeno editorial contemporâneo.

Sala de estar com a poltrona Presidente, de Jorge Zalszupin – Foto: Deco Cury

Leitora voraz, não à toa Solange fez da biblioteca um dos pontos de partida do projeto encomendado em 2008 aos irmãos Fernando e Humberto Campana, finalizado em 2013, e até hoje o único trabalho residencial deles no mundo. “Ela deveria ser o centro organizador e nevrálgico, a espinha dorsal da casa. Tenho fascínio pelos livros, por sua arte gráfica, pela escrita como elemento gráfico”, conta a empresária. Outro aspecto que o projeto deveria contemplar é a paixão de Solange pelo país, que conheceu nos anos 1970, quando seu pai dirigia de Buenos Aires para Búzios, nas férias.

Destaque para a poltrona Pollock Sling, de Charles Pollock, um clássico dos anos 1960, feita de jacarandá brasileiro; na mesinha, cinzeiros Spirale, de Achille Castiglioni — Foto: Deco Cury
Destaque para a poltrona Pollock Sling, de Charles Pollock, um clássico dos anos 1960, feita de jacarandá brasileiro; na mesinha, cinzeiros Spirale, de Achille Castiglioni — Foto: Deco Cury

“O que mais amo no Brasil é a possibilidade de se estar do lado de fora, ao ar livre. O que não dá para fazer em países frios, mesmo na Argentina. Queria morar dentro, como se fosse fora. Portanto, a casa deveria permitir uma transição fácil entre esses ambientes”, conta Solange.

Nascida em Buenos Aires, Solange saiu do país pouco após terminar sua graduação. Ganhara uma bolsa para estudar com ninguém menos que o escritor, linguista e semiólogo Umberto Eco, na Universidade de Bolonha. Fez um curso de história das línguas e, ao terminar, partiu para um MBA, voltado para a comunicação corporativa, na Publitalia ’80, grupo de mídia criado pelo hoje ex-presidente italiano Silvio Berlusconi, que chegou a ter a editora Mondadori entre as subsidiárias.

No jardim da residência, os bancos Ghost, também dos Campana, exclusivos para a morada — Foto: Deco Cury
No jardim da residência, os bancos Ghost, também dos Campana, exclusivos para a morada — Foto: Deco Cury

Seu sonho era trabalhar na editora. Mas o primeiro estágio, na Univeler, a levou a uma trajetória de 17 anos no marketing da companhia, com temporadas em Milão, Londres e Mumbai. No fim dos anos 1990, foi transferida para Buenos Aires e, em 2001, para São Paulo, onde há 15 anos abriu sua própria empresa, a Alexandria, uma alusão à biblioteca do Egito antigo.

Ainda em 2001, o marido de Solange, o italiano Stefano Zunino, então presidente de um grupo publicitário, quis reformar uma das agências na cidade. Encomendou o projeto de paisagismo aos Campana, que em 1998 já haviam alcançado grande projeção internacional com a poltrona Vermelha, lançada pela Edra. “A Itália já os tinha como monstros sagrados, enquanto aqui eram desconhecidos”, lembra Solange, que à época visitou Fernando e Humberto em seu ateliê no bairro de Santa Cecília. De lá, saíram alguns dos móveis da primeira casa do casal, como uma mesa de papelão prensado, o bar e seus bancos inspirados na Vermelha, todas peças únicas.

Na parede, escultura Movimento, de Joaquim Tenreiro, e um carrinho do século XIX, comprado em leilão na Argentina — Foto: Deco Cury
Na parede, escultura Movimento, de Joaquim Tenreiro, e um carrinho do século XIX, comprado em leilão na Argentina — Foto: Deco Cury

Logo veio o desejo de ter uma morada inteira concebida pelos Campana, um projeto que durou cinco anos. A nova casa recebeu mais peças exclusivas, como a mesa de cobogó de terracota, no terraço, e uma colagem de espelhos, na sala de estar. A elas juntaram-se clássicos italianos, como a luminária Arco, de Achille Castiglioni, para a Flos, e brasileiros, de Niemeyer e Zalszupin a Tenreiro, todos originais.

Os Campana cobriram a fachada com piaçava, que já haviam utilizado para forrar o prédio da Bienal, na São Paulo Fashion Week de 2013. Para Humberto, o material cria “um portal para um novo mundo”. Assim que se entra na casa, experimenta-se “uma limpeza da alma através dessa parede vegetal, que lava a poluição sonora e visual, como se você estivesse entrando em um ser vivo”, diz ele.

A fachada da casa com piaçava: material funciona como isolante térmico natural — Foto: Deco Cury
A fachada da casa com piaçava: material funciona como isolante térmico natural — Foto: Deco Cury

Já Fernando destaca que a casa utiliza materiais sustentáveis ou reaproveitados. “E também conta a história das nossas origens e de nosso sustento, transmitindo a sabedoria da cultura vernacular às novas gerações de designers. Todas essas decisões aumentam a conscientização sobre melhores maneiras de se obter materiais, construir e viver neste planeta”, conclui.